segunda-feira, 8 de novembro de 2010

♪ lá, lá, lá, lá, lá ♪

Hoje de manhã tocou uma música no carro, que em muitos trechos fala por mim, me faz ter lembranças e sorrir =]

Tocando em Frente

(Composição: Almir Sater e Renato Teixeira)

♪
Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe,
Só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei


Conhecer as manhas
E as manhãs

O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente


Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs

O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora


Cada um de nos compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


Conhecer as manhas
E as manhãs

O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais


Cada um de nos compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

♪

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que me inspira...

na moda (ultimamente):
Trança embutida espinha de peixe.

Blusa de renda.

Colar de lacinho.

Colete com tachas.

Futilidades (nada inúteis, diga-se de passagem), a parte, tenho lido o livro O Perfume (Patrick Süskind), que aliás tem uma adaptação dele (fiel) pra o cinema. Apesar do livro ser muito detalhista em relação aos aromas (isso chega a cansar um pouco xP), a história trata, de maneira muito sutil e interessante, o lado poético e filosófico da vida de um psicopata, que desde o nascimento foi várias vezes quase morto.
Sinto em Jean Baptiste (personagem principal) indiferença (típica dos psicopatas), solidão, medo e repúdio pelos seres humanos. Por conta do desejo de possuir, pra si, fragrâncias irresistíveis (já que ele possui o incrível dom de captar, sentir e armazenar na memória o aroma de tudo...apesar dele próprio não exalar nenhum odor) é que se desenrola essa trama peculiar.

Mais sobre o filme Perfume - A História de um Assassino aqui.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

às vezes falar nem é preciso...

Curta-metragem australiano sobre um homem solitário, que vê em sua vizinha uma possível outra metade...literalmente.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tirinhas da Mafalda e do Calvin

Adoro essa ironia ambiental e socialista da Mafalda,
e os dramas e leseiras do calvin (:



 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

blasé

Andava meio assim esses dias...
sem gosto, sem vida, sem vontade. Naquele típico "tanto faz".
Sabe quando você quer gritar na cara de alguém algumas verdades? Fica pensando: eu deveria ter feito isso, falado aquilo...
Bem sei que arrependimentos não trazem momentos, mas, às vezes é inevitável não pensar no que poderia ter acontecido se...O tão famoso "se...".

Mas, aos poucos as forças voltam a girar as engrenagens da máquina...as cores também retornam aos poucos, bem como os sorrisos e os bem quereres.
 


 Gosto da história do barquinho, que sozinho no horizonte se cansa de vagar e procura desesperadamente atracar num porto...infelizmente, na maioria das vezes, o barquinho atraca em maus portos: quando não são esquisitos demais, já possuem barcos demais. Por isso o barquinho continua sua viagem, na imensidão do mar...para quem sabe um dia, encontrar outro barquinho sozinho, como ele, e então não mais sentir a necessidade de atracar num porto. Ou quem sabe finalmente atracar num porto iluminado e tranquilo...quem sabe...

Metáforas a parte, hoje estou mais esperançosa, rindo de lembranças de dias em que a lei de murphy imperou, e inventando cenas pra os próximos capítulos da minha vida (não há hobbie melhor, experimente!).

domingo, 3 de outubro de 2010

Uma conversa à toa...

Sei lá, eu queria falar de pássaros
E quem sabe do azul manchado de magenta do céu
De um dia que desbota no horizonte.

Queria falar de velhas profecias
Como é engraçado ouvir conversas pela metade
E como o tédio vai adquirindo escravos cativos.

Como eu queria falar sobre dejá vus
O quanto os papeis jogados nas ruas me deixam nervosa
E a idéia do elixir de invisilidade infelizmente ser utopia.

Ah, como eu queria falar pelas vozes que não são ouvidas
Dos lugares que nunca fui, das pessoas que nunca conheci
De sonhos mirabolantes e impossíveis.

Mas a cada momento
As pessoas se ouvem cada vez menos
Por isso prossigo, nessa marcha silenciosa
Ouvindo o eco de meus sapatos
Em meio ao caos. 

03/10/10
Mayra Lima


 Pintura de Salvador Dali (descobri semana passada que ele tinha esquizofrenia).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eles passarão. Eu passarinho!

Abro o post de hoje com esse "poeminha" do Quintana =D

POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!


Sabe, há algum tempo atrás eu ficava divagando sobre como seria o hoje. Sobre quem eu seria. O que faria. Como agiria. E hoje eu vejo que sou mais, muitos mais, do que pensei ser um dia. E acho que estou feliz por isso.
Há momentos na vida (a grande maiorira deles, aliás) em que ser do contra, ir contra a maré, é a melhor escolha que você poderia fazer.
As pessoas não são sempre elas mesmas quando estão no meio de outras pessoas. Quer conhecer um pouco uma pessoa? Converse com ela a sós. Reserve um pouco de seu tempo e escute-a. A maioria das pessoas não escutam, não teem tempo pra isso, estão muito ocupadas com seus próprios "problemas" e pensamentos, mas o interessante desse exercício de prestar atenção no outro é o de que você, por vezes, esquece das suas próprias crises. Isso não é ótimo?
Há algum tempo eu ficava perdendo tempo pensando e ensaiando sobre quem eu gostaria de ser. Mas o engraçado é que eu quero mais, sempre quero mais, tenho uma sede de conquistas utópicas que me motivam a continuar O Caminho...
O Caminho, faz-me lembrar de felicidade, amarelo canário, comecinho de semana, emoções e o filme Nosso Lar =D

O filme já começa mostrando o protagonista no umbral (o inferno para alguns), em cenas, que particularmente me tocaram bastante, aparece o amadurecimento de um espírito que estava desencontrado de si mesmo. Filme interessante, e com efeitos incríveis (pra um filme brasileiro, me surpreendeu) que retrata sempre a evolução dos seres humanos. Nada se estagna, tudo evolui, cresce, se transforma, melhora. Se não fosse isso, qual seria o sentido de aqui estarmos?
Questões e mais questões...mas uma das graças de sermos seres humanos é essa, a arte de pensar e de questionar.
"O importante não são as respostas, mas as perguntas", já dizia um professor meu de filosofia do ensino médio. Nunca esqueci essa frase desde então (e provavelmente em outro post eu já citei-a).

Ah, no começo, assim que me falaram sobre o Nosso Lar, mesmo antes de rodarem o filme, eu achava tudo tão absurdo, tão futurista...mas, hoje eu posso dizer que não creio que seja assim...eu sinto que é assim...

Sempre passa:
fases,
momentos,
dúvidas,
alegrias,
dramas,
mortes,
passam.
E voltam e vão de novo.

23/09/10
Mayra Lima

P.S: post dedicado à Loo

terça-feira, 14 de setembro de 2010

...

Sabe quando você às vezes se sente como um grão perdido?
Mas aí de repente você descobre que existem outros grãos como você (:

Sou daquelas pessoas

Sou daquelas pessoas que reparam em arco-íris
Que fazem pedidos à estrelas cadentes
Que se emocionam com filmes.

Sou daquelas pessoas que cumprimentam o cobrador do ônibus
Que falam o que sentem
Que gostam de conversar com gente desconhecida.

Sou daquelas pessoas que ficam vermelhas quando se sentem acanhadas
Que choram de raiva
Que riem aparentemente do nada.

Sou daquelas pessoas que brincam no meio-fio
Que adoram ir na venda comprar besteiras
Que tentam dar bons conselhos a si mesmas.

Sou daquelas pessoas que cantarolam na frente dos outros
Que imaginam diversas explicações
Que sonham acordadas.

Sou daquelas pessoas que não esquecem dos detalhes
Que ficam vendo formas nas coisas
Que não entendem o comum.

Sou daquelas pessoas que se distraem com a brisa
Que vão pra praia só pra molhar os pés
Que gostam de ficar num canto escrevendo.

Sou daquelas pessoas que filosofam de repente
Que fazem cara feia quando não gostam
Que se arrependem.

Sou daquelas pessoas que tentam corrigir os erros
Que gostam de coisas vintages
Que ainda têm um pouco de medo do escuro.

Sou daquelas pessoas que se importam com outras pessoas
Que têm preguiça de se espreguiçar
Que tropeçam duas ou mais vezes seguidas.

Sou daquelas pessoas muito curiosas
Que sabem ler nas entrelinhas
Que dizem sem nem ao menos dizer.

Sou daquelas pessoas que pedem desculpas
Que fogem do tédio
Que estalam os dedos quando ansiosas.

Sou daquelas pessoas que mudam de lugar
Que pegam um caminho diferente
Que lêm o mesmo parágrafo até entender.

Sou daquelas pessoas que cheiram à velhice
Que às vezes vai contra a maré
Que sorri apertando os olhos.

Sou daquelas pessoas que saem sem olhar pra trás
Que esquecem de palavras
Que pessoalmente não sabem muito bem se expressar.

Sou daquelas pessoas que constantemente se questionam
Que tentam fazer os momentos interessantes
Que acreditam na humanidade.

Sou daquelas pessoas que confiam
Que geralmente se precipitam
Que são eternas contradições...

Sou como aquelas
pessoas.

Sou aquela.
Pessoa
sou.

14/09/10
Mayra Lima
















P.S.: tudo começou hoje de manhã com um arco-íris.

*poesia dedicada à grãos como:
Hanna, Mayara e Tony.

^-^

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Nudez

Desnudo-me do comum
Atiro pra longe as cobertas adornadas de hipocrisia,
que tanto já me esquentaram.
Saio só com o corpo apenas vestido de história
A minha história
Que vai sendo tecida com linhas invisíveis
Linhas banhadas de lágrimas e culpas
bem como de conquistas quiméricas.

Desnudo-me também da dita coerência
Tão incoerente nos tempos de hoje.
Sim, desnudo-me por completa
Sem receio ou vergonha
pois que isso já me deixara coberta demais por muito tempo.

Sou uma gente grande que pensa e sente como gente pequena
Sou desprovida de nexo
Sou a antítese da minha tese.

Por isso vou caminhando
com coragem e a alma nua.

07/09/10
Mayra Lima
























Desenho feito por Loo

P.S.: dedico esta poesia aos blogs que li hoje, e me inspiraram:

http://desprovidasdenexo.blogspot.com/
http://raissakarla.blogspot.com/
http://considerassoens.blogspot.com/

(:

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"Às vezes eu tropeço
E caio e me levanto...

É, quem sabe numa dessas quedas
um dia eu caia em mim."


Mayra Lima



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